Futuro das Fintechs e Bancos

Sempre me perguntam sobre o futuro das Fintechs e dos grandes Bancos!!!
Por ter vivido experiências em Instituições tradicionais e agora nos últimos anos em Fintechs, compartilho aqui minha opinião (em cenário de até 5 anos).

Numa analogia, entendo que esta relação é como se uma pessoa adulta tomasse picadas de abelhas todos os dias, gerando inflamações, infecções, mas não a morte. O corpo reagiria gerando anti-corpos, remédios seriam ministrados, mas mesmo assim ficariam marcas e sequelas, obrigando esta pessoa a mudar de comportamento e hábitos. Provavelmente a reação de defesa seria repelir, matar estas abelhas, mas devido a quantidade e habilidade destes insetos, as picadas continuariam acontecendo.

Minha analogia é uma provocação ao que escuto nas Fintechs, e ao que escuto nos Bancos. Se de um lado as Fintechs não quebrarão os Bancos, do outro lado os Bancos não acabarão com as Fintechs.

Diferente de outros segmentos, o mercado financeiro apresenta barreiras de entrada que dificultam processos desruptivos rápidos (ex.: uber e Airbnb), o que permite reações de proteção dos Bancos.

Mas mesmo com um cenário de relativo conforto dos Bancos, as Fintechs não deixarão a vida deles fácil, pois nestas empresas sobram energia e disposição para mudar o status quo.